A ESTRADA


A estrada da vida tem trechos de pedra e trechos de asfalto.
As vezes não tem jeito: tem mesmo que caminhar pela pedras com os pés descalços.
São as épocas da vida em que a gente passa por sofrimentos grandes e inevitáveis, como doenças e morte de pessoas queridas. È a dor e a tristeza que precisamos atravessar.
Já experimentou andar descalço em pedras ásperas? Machuca, dói, sangra e até queima, se tiver aquele sol de meio dia. E tem sofrimento que é igualzinho: queima lá dentro, dói no coração, no estômago, na barriga, na cabeça...
Dói tanto que tem gente que prefere se anestesiar: fica apático, indiferente, cria couro de jacaré, vira gelo para tentar não sentir.
Tem gente que bebe, bebe, bebe "para esquecer". Ou então vai por aí, saindo de uma festa e entrando em outra, fazendo muito barulho para não escutar a dor.
Sabe, até tem gente que briga sem parar só para não sentir saudade nem tristeza?
Mas por que lutar tanto desse modo? Será que isso não prolonga a dor e até acaba criando novos sofrimentos?
Mas ainda bem que nessa estrada da vida também há os trechos que já encontramos asfaltados: São os períodos em que as coisa andam bem e a gente caminha confortavelmente, sem muito esforço. È bom aproveitar para curtir, tomar um fôlego e armazenar forças.
Até porque há também os trechos em que a gente precisa trabalhar bastante para asfaltar e tornar a estrada melhor para caminhar.

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