Nem toda a pessoa que bebe é alcoolista mas todo alcoolista quando bebe modifica seu comportamento e após o primeiro gole perde o controle, não tem limites e não consegue mais parar de beber. O interessante que o alcoolista tem problema porque bebe e bebe porque tem problema. Pôr conta deste paradoxo ele acha que tem controle, que seus problemas não são oriundos da bebida e para ele pára de beber quando quiser.
O problema e que ele nunca quer.
Às vezes se mete em alguma encrenca, faz bobagem e numa crise de autopiedade jura que vai controlar o seu comportamento, vai beber menos e chega mesmo a ficar alguns dias ou meses sem beber. Um belo dia volta a tomar o primeiro gole. Como está abstêmio a algum tempo, ele se sente bem, e toma mais. Num outro momento, toma mais ainda e o circulo vicioso continua. Tem problemas porque bebe e bebe porque tem problemas. Enquanto ele não ficar um tempo sem beber e identificar os problemas que o levaram a beber de forma progressiva, ele vai achar que não consegue viver sem a bebida.
E necessário que, parando de beber, ele descubra uma vida melhor com mais qualidade e desprograme sua cabeça, ou seja desaprenda tudo o que aprendeu com a bebida incluída em sua vida. Aprender de novo. Reeducar-se existem programas para isso.
Agora um problema igualmente grave: DROGA ! Igualmente porque álcool também é droga. Uma droga legal que qualquer um pode consumir com anuência da sociedade. Tem em qualquer lugar. Se nem toda pessoa que bebe e alcoolista, toda pessoa que fuma maconha e maconheiro, é toxicômano. Toda pessoa que cheira cocaína é cocainômano. Todo aquele que fuma crack e um drogado. Afinal não importa se a droga é álcool, maconha, cocaína, crack ou seja lá o que for. O dependente químico e um drogado, portanto sem domínio sobre a sua vida.
E uma questão de raciocínio lógico:
Uma pessoa depois que fuma maconha, ou bebe em excesso, ou cheira cocaína está em sã consciência?
Os defensores da idéia da liberação da droga dizem que só a usam quando estão numa boa, ou descompromissados. Ocorre que os comportamentos adictos permanecem, ou seja o indivíduo se programa naquele comportamento / pensamento e mesmo que não tenha usado a droga naquele momento, tem o raciocínio prejudicado pelo uso constante e comportamentos contumazes. Então ele nunca e descompromissado, pois tem um compromisso com o álcool, maconha, cocaína, crack, ou a com a droga de sua preferência, pois sem ela ele não conseguiu viver, ele não consegue se relacionar e assim ele vai acabar só com ela. Ele e a droga, pois a drogadição e a doença da solidão.
Um alcoolista pode consumir somente a droga, álcool, até o fim de sua vida. Porém o adicto consumidor de uma outra droga qualquer, um dia chegara no álcool. O motivo é que na ausência da droga de sua preferência, ele recorre ao álcool que a droga liberada. Ai mora o perigo maior, pois seu organismo não foi programado para receber uma carga de álcool que é uma droga depressiva e causa sérios problemas neurológicos, imagine a mistura de um depressivo (álcool) com estimulantes (cocaína) e assim pôr diante.
É como se fosse uma massa de ar frio, chocando-se com a massa de ar quente, gerando ventos fortes, chuvas , vendavais que destelham casas, derrubando arvores, provocando temporais, enchentes, enfim uma calamidade. Assim e o dependente, uma calamidade. O organismo humano não sabe trabalhar com estas situações. Os órgãos ficam desesperados, entram em pânico e as conseqüências são seqüelas, às vezes irreversíveis. Com órgãos comprometidos desta maneira, fica difícil ter um raciocínio perfeito para sair desta neura. E pôr está razão que os índices de recuperação são baixos, pois a administração de drogas artificiais ao organismo desregula a maquina humana, inibindo ou provocando a liberação em excesso das drogas naturais do organismo, causando uma desregulação biológica. Se a pessoa não tiver uma força de vontade muito grande para tratar do físico, do emocional e do espiritual, parando de uma vez com a droga será um doente até o fim da vida. Fim geralmente trágico.
Você moraria sob o mesmo teto, na mesma casa, no mesmo quarto com um drogado?
Se você tivesse uma empresa, teria confiança no trabalho de uma pessoa que usasse droga?
Qualquer droga altera o equilíbrio da consciência. Há neurologistas que afirmam que o homem, na sua plenitude, faz uso simultâneo do racional e do emocional. Razão e sensibilidade e que existe no sistema neurológico, glândulas responsáveis pela conexão do raciocínio com o emocional.
A droga atua diretamente nessas glândulas, cortando a conexão da razão com a sensibilidade, causando serio desequilíbrio.
Uma razão final para não usar drogas e que, se realmente a droga atua nestas glândulas de conexão entre emocional e razão, ela destrói tudo, pois não sobra nenhuma nem outra uma vez que drogado o indivíduo não consegue a razão pura tão pouca a emoção genuína.
Até a pouco tempo, grupos de apoio a familiares de usuários de droga eram orientados a ter paciência a aprender a conviver com o problema e deixar que o drogado usasse a droga até atingir o fundo do poço quando então pediria ajuda. Essa orientação começa a ser mudada hoje se fala em antecipar-se a que o drogado atinja o seu fundo de poço, ou seja, não permitir que use droga dentro de casa. Não conviver com o drogado. Se ele quer usar a droga que use sozinho.Que more sozinho. Que se destrua sozinho, pois a convivência com esse tipo de doença gera a coodependência e a família acaba ficando doente e muitas vezes se destruindo.
As empresas igualmente, antes encaminhavam e ate pagavam o tratamento e só dispensavam quando o indivíduo não queria a recuperação. Isso também esta mudando. Com o fim dos especialistas no mercado de trabalho, com o desemprego em massa, com a regressão da economia, enfim uma serie de fatores estão levando as empresas à simplesmente dispensarem o emprega usuário de drogas, uma vez que está fácil substitui-lo pôr outro que uma melhor qualidade de vida e portanto um desempenho melhor.
O alcoolista a dependente, enquanto não quiser a recuperação sempre negara a doença. A negação da doença tem motivação psicológica, sendo uma reação de adaptação ao sofrimento.Ele sofre de anosognosia - é um estado. Vem do grego: nossos: doença, e gnosis = conhecimento. Exprime a incapacidade de uma pessoa estar consciente de sua própria doença.
A negação da doença resulta da perda de uma função cognitiva especifica. para eles não existe uma planificação do futuro, para tomadas de decisões. Essas coisas necessitam de emoções sentimentos e racionalidade, que já estão comprometidas.
São negligentes com as conseqüências de suas doenças, como se fosse uma paralisia. São incapazes de antever os problemas que viram. Não conseguem construir uma teoria adequada para o que lhes está acontecendo, pra o que poderá acontecer no futuro e para que os outros pensam deles. Não estão cientes de que suas próprias especulações são inadequadas.
Quando a alto-imagem de alguém está comprometida talvez seja impossível dar-se conta de que os pensamentos e ações daquele "eu" não são mais normais.
Droga - substancia ou produto que administrado no organismo vivo, produz artificialmente modificações em uma ou mais funções.Interrompe ou bloqueia o sistema de comunicação do celebro, ficando sem comando neurológico.
Qualidade de vida, implica em não deixar que a droga entre em sua vida. Se já entrou procure ajuda na família e nos grupos de apoio de amor exigente e Alcoólicos Anônimos ou Narcóticos Anônimos.
Lembre-se que a droga pode ter sido um acidente em sua vida, mas que prevenir acidentes e o dever de todos.