DEPRESSÃO

Estado de humor melancólico e pessimista. Uma sensação de vazio que todo neurótico sente ( todo dependente químico é um neurótico ). Comumente chamado de vazio existencial. Sensação de amargura, frustração, ressentimento, incerteza, saturação, rotina.
A depressão é um grau maior ou menor, a companheira cotidiana de milhões de criaturas.
A depressão é uma doença progressiva se não for tratada e poderá ser detida pelo método de recuperação oferecido pela Irmandade de N. A. T. A. ( Núcleo de Apoio aos Toxicômanos e Álcoolistas ).

CONFLITO
O conflito característico do depressivo reside entre as grandes expectativas internas quanto à acolhida cordial e a simultânea desvalorização desta.
O depressivo está sempre tentando manter-se à disposição dos outros, servindo-os e, atendendo-os, porque ele mesmo gostaria de ser servido e atendido. Reprime seus desejos e vontades, desprezando-os, mas com isso acumula ressentimentos e desgostos, sem porém, manifestá-los, para não perder a simpatia e o reconhecimento dos outros. O depressivo se defende reprimindo seus sentimentos, suas próprias fantasias agressivas e impulsos de libertação.
Uma renomada psicóloga diz " A depressão é o luto da alma. Origina-se no senso de culpa decorrente do reconhecimento da própria hostilidade inconsciente e das fantasias agressivas contra os demais, principalmente contra aqueles que amamos. Desencadeia-se, também, como reação ante uma perda real ou imaginária de algo afetivamente importante, que para nós representa amor ou segurança..."
Por ser progressiva, o depressivo vai a cada nova crise aumentando seu grau de suportação e, por conseqüência gastando mais energia para vencê-la.

DESENVOLVIMENTO DO PROCESSO DEPRESSIVO
Nos sentimos magoados por alguma pessoa ou circunstância que nos contraria; sentimos uma sensação de perda e esse sentimento é quase sempre fruto das nossas expectativas e exigências neuróticas. Queríamos que a pessoa que nos magoou reagisse de tal ou qual maneira e quando isso não ocorre, nos sentimos frustados; da mesma maneira, reagimos em relação às circunstâncias, como chuva, condução, trânsito, morte, etc. Alimentamos sentimentos de raiva, mágoa, autopiedade, culpando aqueles que nos insultaram, ou as circunstâncias que nos contrariaram. Quando percebemos que não podemos modificar as pessoas e as circunstâncias (muitas vezes), a mágoa inicial que sentimos e que direcionamos para um alvo externo, volta-se contra nós mesmos.

RAIVA CONGELADA - gerando SENTIMENTO DE CULPA/AUTOPIEDADE.
Passamos então a nos sentir culpados por ter sentido raiva. Culpados, também por não sermos capazes de atingir as metas que idealizamos. Em geral, alimentamos o processo depressivo através de racionalizações e justificações; somos as vítimas em alguns momentos e, em outros, culpados. Nosso egoísmo gera exigências. Sentimos medo de não atingir nossos alvos. Quando isso acontece, ficamos magoados e frustrados, alimentamos pensamentos de autocomiseração (veja como a vida é madrasta, nunca acerto nada!). A depressão, chamada por Grover B. ( um membro de Alcoólicos Anônimos, que fundou em 1964 os Neuróticos Anônimos) de "RAIVA CONGELADA", tem como causa principal o nosso egoísmo, que faz com que nos sintamos frustados quando não conseguimos impor a nossa vontade ou quando as coisas não acontecem segundo nossos desejos. Assim, a depressão é um sintoma da doença mental e emocional. Sabemos que a causa única da nossa doença é o egoísmo e a nossa incapacidade de amar. Sendo pessoas emocionalmente frias e calculistas, tentamos impor a nossa vontade e, quando não conseguimos, ficamos frustrados. Assim, o egoísmo gera a frustração, que gera a raiva, que por sua vez nos leva a depressão. Somente as pessoas mental e emocionalmente doentes, e portanto, egoístas sofrem de depressão paralisante. Nem todo desejo pode ser realizado e, quando as coisas não acontecem segundo a nossa vontade, temos que aceitar esse desfecho com naturalidade. Na verdade, estamos sempre lutando para ver os nossos desejos realizados e, quando não obtemos êxito, em vez de aceitarmos o fato com serenidade, ficamos profundamente frustados. Com o passar dos anos, nossas frustrações vão se avolumando e acabam se transformando em estados depressivos. Nosso principal defeito é que buscamos prestígio, segurança e poder e, quando não conseguimos obter essas coisas de acordo com nossos sonhos, nos sentimos derrotados. A derrota gera frustração e, em seguida, vem a depressão. Dizem que todo neurótico é um idealista falido porque tem sonhos perfeccionistas que dificilmente acabam se concretizando. E, ver nossos desejos frustrados (como somos egoístas), significa uma verdadeira tragédia para nós, um sofrimento quase insuportável. Muitos de nós tínhamos a sensação de que nossas próprias vidas estavam se desintegrando diante das frustrações. Nos sentíamos injustiçados, feridos, ressentidos, e esses sentimentos se transformavam em raiva. A raiva ia se acumulando, se acumulando e se transformava em depressão. É possível que a depressão seja um dos sofrimentos mais intensos que possa atingir o ser humano. Com a depressão nos tornamos lamuriosos, e perdemos completamente o "senso de humor". Nos tornamos um muro de lamentações e nossa depressão pode chegar a um nível tal que podemos até mesmo ficar ressentidos com a alegria das pessoas que nos rodeiam. Sendo extremamente egocêntricos queremos contaminar a todos com nossa depressão. Já que estamos deprimidos, o mundo inteiro deveria estar deprimido também, como se nossos sentimentos alheios. Podemos também, "chorar à toa" e nos tornarmos hostis até mesmo com a solicitude dos amigos, isso acontece porque no fundo, bem no fundo, nos sentimos indignos da atenção ou do carinho das pessoas. A depressão é um pântano traiçoeiro e é muito fácil escorregar nele. Nós, neuróticos, temos um estranho talento, uma estranha capacidade de fazermos tempestade em copo d'água para transformar um pequeno incidente num universo de tristezas e lamentações e, em seguida, cairmos em depressão. É como se lavássemos às costas num baú cheio de mágoas, ressentimentos, lembranças amargas, rejeições. Acontece um contratempo qualquer e pronto, era a oportunidade que estávamos (inconscientemente) esperando para cairmos no pântano da autopiedade. Abrimos nosso baú de recordações e alimentamos, um a um, todos os velhos contratempos e contrariedades de vinte, trinta, quarenta anos atrás. E, em seguida, caímos em depressão. A explicação única para esse fato é que, sendo extremamente egocêntricos, estamos completamente absorvidos em nós mesmos, interessados no "eu", "eu", "eu". E não é fácil conviver com uma pessoa assim. Essa autopiedade costuma se manifestar especialmente no Natal, Ano Novo, dia do aniversário e outras datas. Como neuróticos, temos uma antiga inclinação para nos concentrarmos na tristeza, na nostalgia ou para fazermos ladainhas por quem já partiu, por quem não correspondeu ao nosso amor por quem já não se lembra de nós. não percebemos, nem ficamos alegres e agradecidos pela saúde que temos, pelos entes queridos que estão à nossa volta. Só focalizamos a nossa atenção nos aspectos tristes de nossa vida. Com a depressão nosso comportamento pode tornar-se irregular. Podemos ficar com uma aparência física descuidada, sofrer alterações no sono (dormir demais ou ter insônia), falta de tranqüilidade onde quer que estejamos (mesmo em nossas casas), alterações no apetite (comer demais ou perder o apetite), alterações nos impulsos sexuais (busca desesperada de sexo para preencher o vazio ou total desinteresse). Podemos ainda, utilizar drogas receitadas ou não, nos fechamos no silêncio ou começamos a falar de forma descontrolada, geralmente criticando tudo ou lamentando de tudo. A recomendação que se faz é que durante uma fase da depressão devemos evitar tentar organizar nossa vida toda de uma só vez. Se assumirmos compromissos assim tão sérios, é provável que deixemos de cumpri-los. O resultado disso é que teremos uma sensação de fracasso e uma nova desculpa para cairmos em depressão. Estaremos, assim caindo numa armadilha forjada pelo nosso inconsciente. Além disso, a depressão nos leva à preguiça, pois ela nos dá uma sensação de fraqueza física. Depressão, medo, ansiedade, sentimento de culpa, produzem um desgaste muito grande de energia e poderemos cair num estado de estagnação paralisante. Como a depressão provoca falta de estímulo, acabamos procrastinando ou adiando nossas obrigações. Segundo a literatura de N.A.T.A., a doença está em todos nós e não é causada por pressões vindas de outras pessoas ou pressões da vida. A prática dos passos de N.A.T.A. pode nos ajudar a sair da depressão.
Através do Primeiro Passo, temos que admitir que somos depressivos e que esse estado emocional não foi causado pelas circunstâncias, pessoas ou pelo Poder Superior e sim que a doença está em nós e foi causada pelo egoísmo. Em seguida, podemos nos utilizar do Segundo Passo, aceitando que sem a ajuda do Poder Superior não haverá saída para nós. Pelo Terceiro Passo podemos fazer a entrega de nossas ações, reações e motivos ao Poder Superior. Através do Quarto Passo poderemos fazer um inventário moral para descobrirmos o que nos leva à depressão e, em seguida, procurar uma pessoa de nossa confiança para admitir perante Deus na presença dela a natureza de nossas falhas - Quinto Passo. Após essa admissão é necessário deixar que Deus remova esses defeitos de caráter - Sexto Passo. Surge, então a oportunidade de rogarmos a Ele que nos liberte da depressão - Sétimo Passo. De fazermos uma relação de todas as pessoas que foram prejudicadas pela nossa depressão. -Oitavo Passo. Assim, conscientes dos danos causados, poderemos tentar repará-los - Nono Passo. Quando entrarmos em depressão novamente, poderemos fazer um inventário moral relâmpago - Décimo Passo. E através da prece e da meditação poderemos rogar ao poder Superior o conhecimento de Sua Vontade, para não criarmos expectativas neuróticas - Décimo Primeiro Passo. E, finalmente, através do despertar espiritual poderemos sair do circulo estreito do egocentrismo que nos leva à depressão para através do amor, do desprendimento e do altruísmo transmitimos a mensagem do N.A.T.A. a outros depressivos - Décimo Segundo Passo. No nosso caso, consideramos que temos um temperamento depressivo. Estamos sempre preocupados. Se tivermos nove coisas positivas e uma negativa, nossos pensamentos se voltam sempre para a negativa e esquecemos as positivas. Gostaríamos que não houvesse nenhuma pedra em nosso caminho. Que tudo fosse rosas sem espinhos. Essa tendência para a negatividade traz como conseqüência: desânimo, cansaço, falta de vontade de lutar para superar o problema, sentimento de inferioridade, de incapacidade, autopiedade. Devemos reconhecer esta nossa limitação, esforçar-mos para lembrar do que temos de positivo. Em geral o problema não é tão grave. Fazer alguma coisa para solucioná-lo, não esquecer que o Poder Superior sabe que existimos e está olhando para nós. Como não há rosas sem espinhos, precisamos passar pêlos espinhos para chegar a elas. A depressão, pelo que percebemos, é um sentimento que poderia se traduzir como um grande vazio existencial. Quando pressentimos que entraremos em depressão, as emoções mais fortes são medo, insegurança, ansiedade, frustração, autopiedade, raiva, culpa, agressividade e outras em menor grau. Essas emoções nos levam a uma rotina sem estímulos. Porém aprendemos que essa maneira neurótica de sentir não acontece por acaso. Para nós, vazio existencial é vazio espiritual; é vazio na vida; é falta de bem viver; bem adaptar-se. A depressão desencadeia muitas emoções fora da Faixa da Normalidade. Para nós pode ser hereditário.. Procuramos sair deste estado emocional tentando compreender o porque de nosso vazio existencial. O que até agora percebemos foi o seguinte: " Somos os causadores de tudo aquilo que nos acontece de bom ou ruim". Se em um momento estamos tranqüilos e felizes é porque nós criamos condições para estarmos assim. Porém, se estamos desequilibrados, o mesmo mecanismo acontece. Não é fácil entendermos as causas que nos levaram aos atuais momentos dolorosos que podemos passar. mas aprendi que é muito mais fácil livrar-nos da depressão e suas conseqüências criando também condições para isso, com uma luta contínua e decidida contra tudo aquilo que nos incomoda. Ao aceitarmos com maturidade que temos que lutar para nos modificar, a depressão começa a desaparecer. Em síntese, acreditamos que a depressão acontece para aquelas pessoas que não sabem viver. Aprender a viver é uma arte. Estamos no N.A.T.A. para desenvolver esta arte, aprendendo a viver com sabedoria. A depressão, para nós, tem sua origem na mágoa pelos fatos não solucionados, pela ausência do ente querido no seio da família, desde criança, pela carência de afeto, causando uma tristeza, um sentimento muito amargo da vida que, vez por outra, quando se toca na ferida vem à tona como um vulcão em ebulição. A depressão começa a se proceder da seguinte forma:
1- Ansiedade - Surge a ansiedade quando se depara com um fato novo a ser solucionado rapidamente. Por exemplo, quando se trata de pagamento pela compra de um imóvel onde estão envolvidos valores altíssimos. Ou em momentos de cobrança morais diversas. Nesse instante é necessário ter cautela e paciência, inventariar passo a passo e não se aborrecer com os prejuízos causados pelo desgaste físico, mental e emocional, provenientes de uma sensação de vazio, de fome espiritual. Fisicamente, em alguns casos, as regiões mais abaladas são a omoplata, o pescoço e a nuca, provocando uma tensão emocional causada pela raiva. Começo a surgir um frio no corpo, a garganta fica irritada, aparecem os espirros e depois manifesta-se a gripe. Os maiores defeitos de caráter que entram em cena nessas ocasiões são o egoísmo e o orgulho pela não aceitação do fato em si e, quando ficamos persistindo com idéia fixa, querendo solucioná-lo pela birra glorificada, torna-se mais grave a doença emocional. 2 - Preguiça/Comodismo - A preguiça e o comodismo entram em cena e não se quer raciocinar, usar a razão, a mente se torna paralisante. 3 - Procrastinação - Desperdício do tempo porque se trabalha com má vontade, com pouca energia, sem estímulo para se viver e trabalhar o episódio. 4 - Medo - Aparece o medo de se enfrentar o fato real quando se é ofendido. 5 - Autopiedade - Ela é sempre justificada. 6 - Autopunição - Quando há uma crítica por parte de alguém, tentando ajudar o depressivo, este a recebe como uma crítica destrutiva e se pune. Hoje, através da prática do Programa de Vida, torna-se muito mais sadio inventariar o que se passa no nosso interior. Assim, vamos nos libertando do egoísmo e do orgulho. Nos momentos em que nos descontrolamos emocionalmente, se fizermos uma reflexão, veremos que há algo de errado conosco. Nesse momento, se fizermos em silêncio a entrega ao Poder Superior, obteremos paz e serenidade. Através da práticas da meditação, da prece e da Oração, procuramos melhorar cada dia mais nosso contato com o NOSSO SUPERIOR na forma em que o concebíamos rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós e forças para realizar essa vontade. E sempre que sentirmos que nos é dada essa força, agradecer pela resposta recebida do Poder Superior. A depressão é algo que se manifesta no físico, mas é proveniente do estado d´alma. É uma sensação de desânimo, desesperança, monotonia; nada tem sentido. O sorriso de uma criança, a beleza de um flor, duas coisas sublimes que nada significam aos olhos de um depressivo. Não que ele não saiba a importância que tem. Simplesmente não consegue sentir. Por ser a dor mais profunda que um ser humano pode sentir, está comprovado através de pesquisas, ser a depressão a maior causa dos suicídios praticados. Acreditamos que na verdade a pessoa não queira se matar e sim matar a dor que a depressão causa. Ela é um dos sintomas torturantes que advém da neurose. Nada pode ser pior que uma pessoa se encontrar em estado de depressão profunda e não ser compreendida pelas pessoas que a cercam. Uma das coisas mais importantes e necessárias para que o deprimido comece a ter uma perspectiva para sair da depressão é exatamente que o compreendam, Talvez por este motivo as pessoas sintam grande alivio ao encontrar o N.A.T.A.. Claro que a depressão não vem do nada, ela é efeito, e para se libertar é necessário que se encontre a causa. O Programa de N.A.T.A. diz : somos neuróticos porque somos egoístas; não temos a capacidade de amar. Se somos egocêntricos, vivemos em função de nós mesmos. Portanto normalmente usamos as pessoas como objetos para que de alguma forma sejam satisfeitos nossos desejos e aspirações. A nosso ver, já nascemos com pré disposição à neurose. Portanto, já predestinados a ter mais dificuldades de sair do egoísmo necessário a sobrevivência da criança. Agindo egoísticamente pela vida afora, vamos deturpando nossos instintos naturais, fazendo com que os mesmos gerem os defeitos de caráter. Grover diz : Depressão é raiva congelada. Alguns relutaram muito para aceitar essa afirmação, pois sofriam de depressão profunda e não sentiam raiva de ninguém. Depois de algum tempo foram obrigados a concordar com ele. Um companheiro nosso perdeu sua mãe e não aceitou o fato. Não tinha sentido ficar com raiva dela por ter morrido. Tão pouco de Deus, pois, pela razão, sabia que Ele nos dá a vida e tem o direito de tirar. Só que estava com raiva por ter perdido a mãe e, como não tinha alvo para descarregar a sua raiva, simplesmente a direcionou para dentro e passou a ter raiva de si mesmo por ter ficado sem mãe. Portanto, sua depressão, como ele mesmo reconheceu era raiva congelada, SIM! Ao descobrir este processo, o transferiu para o seu dia a dia. Fica atento e se vigia nas mínimas perdas, pois perda para ele gera não aceitação que por sua vez, gera raiva que se não percebida e trabalhada leva à depressão. A observação deste processo e usando a palavra mágica que N.A.T.A. sugere - ação - graças ao Programa de Doze Passos que tem nos ajudado no autoconhecimento e no Poder Superior que nos ajuda na prática de N.A.T.A., temos vivido sem depressão. Entretanto, temos consciência que somos pessoas depressivas, tendo por este motivo que estar sempre atentos as nossas reações, o que já não acontece com as pessoas chamadas normais. Achamos que o N.A.T.A. dá condições às pessoas que aprenderam a lidar com suas depressões e é exatamente isto que acontece conosco. A depressão, raiva congelada pode levar a pessoa até o fundo de poço emocional. É quando ela perde o contato com a realidade que não aceita, sente-se vazia sem perspectiva, uma sensação de estar sem vida, esmagada. A depressão é uma armadilha em que a pessoa mesmo se coloca; necessita tanto ser aceita pelas pessoas porque ela própria se despreza. Cria defesas, formando uma parede à sua volta para proteger-se , mas essa parede a sufoca. Sente-se ferida, acha que as pessoas só querem magoá-la. Então, começa a se esconder atras da timidez, complexo de inferioridade, complexo de superioridade, agressividade, arrogância, etc. Foram guardados tantas coisas negativas no porão, que ela se sente bloqueada, seu raciocínio fica confuso. Sente culpa e passa a se punir. Já perdeu tanto que nada mais importa; não vale a pena viver porque a depressão lhe tira a energia. O autodesprezo vem completar esse quadro. Fantasia uma imagem de como gostaria de ser e exauri suas forças lutando para ser a pessoa que idealiza. O auto-respeito não existe, pois não dá valor as suas qualidades; as dos outros são sempre melhores, embora ache que está acima das pessoas. A dor é muito grande. É uma dor na alma que a pessoa quer se libertar de toda essa armadilha. Necessita de ajuda, mas seu orgulho faz com que ela fique estagnada, até que aceite a ajuda que lhe é oferecida. N.A.T.A. é um caminho, pela prática sincera do seu Programa de Recuperação. Eu mesmo sou a prova viva de que o Programa funciona.

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